quinta-feira, 22 de novembro de 2007

A solidão e sua porta

Quando mais nada resistir que valha
A pena de viver e a dor de amar
E quando nada mais interessar
(Nem o torpor do sono que se espalha)

Quando pelo desuso da navalha
A barba livremente caminhar
E até Deus em silêncio se afastar
Deixando-te sozinho na batalha

A arquitetar na sombra a despedida
Deste mundo que te foi contraditório
Lembra-te que afinal te resta a vida

Com tudo que é insolvente e provisório
E de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório.

Carlos Pena




Resumindo: o amor é a resposta da pergunta feita por ele mesmo.

3 comentários:

Anônimo disse...

que poesia bonita vejo aqui...
:)

Anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Álvaro disse...

Amor foi utilizado pra sentimentalizar as coisas, quando ele é muito mais que isso. Em simplicidade, é nossa essência, nossa busca real e verdadeira, uma parte de nós que se multiplica em vários estágios, pra além-mar do espaço sideral. Se fosse realmente defini-lo, seria algo que nos aproxima da essência de Deus, ou seja, tudo que nós precisamos pra viver plenamente.